
No universo das religiões de matriz africana, existe uma linha tênue entre “mexer na panela” e ter fundamento de verdade. Se você é do Candomblé, Umbanda, Quimbanda, Jurema ou Ifá, já deve ter percebido que muitas casas estagnam, enquanto outras irradiam força e prosperidade. O segredo dessa diferença não está na beleza do barracão, mas no que está invisível aos olhos: o Ariaxé e o Arolé.
Neste artigo, o Mestre Marcelo Alban, com sua autoridade de 35 anos de vivência e iniciação, abre o baú de conhecimentos do canal Raízes do Culto para ensinar como esses pilares sustentam a vida de um sacerdote e de seus filhos.
1. O Ariaxé: O “Cordão Umbilical” da Sustentabilidade (Ara + Un + Àṣẹ)
Muitos acreditam que o Ariaxé é apenas um buraco no centro do salão coberto por uma lajota. Esse é o primeiro erro. Para o Mestre Marcelo Alban, o Ariaxé é o corpo da sustentabilidade (Ara = Corpo, Un = Conexão, Àṣẹ = Força).
A Base do Crescimento
Uma casa de santo que não possui um Ariaxé bem fundamentado é como uma árvore sem raiz: ela não cresce e, ao primeiro vento forte, ela cai. É dali que nasce a força para:
- Reestruturação de Vida: O Ariaxé serve para alinhar o destino de quem pisa naquele solo sagrado.
- Realização de Bori e Ebó: Sem esse ponto de força, as oferendas perdem a conexão direta com a terra (Ayé) e com a ancestralidade.
- Fixação do Sacerdote: É onde o Àṣẹ do zelador se funde com o solo, criando uma base inabalável para a família espiritual.
“Não se planta raiz de vida em solo alugado. O Ariaxé e o Adékà (a coroa sacerdotal) exigem seriedade e estabilidade. Você não pode simplesmente arrancar o Axé e levar para outro lugar como se fosse um móvel.” — Mestre Marcelo Alban.
2. Arolé e Oguè: A Honra do Caçador e a Magia da Fartura

Se o Ariaxé é a base, o Arolé é a energia de expansão e sustento. Referindo-se ao título sagrado de Oxóssi (Ọdẹ), Arolé é o “Príncipe Herdeiro”, aquele que detém a honra da caça.
A Magia de Olúowó Àrú (O Senhor da Riqueza)
Muitas casas de Kétu ou Fọn possuem o fundamento de Oguè (ou Oguèra/Ogara), os chifres sagrados pendurados ou assentados. Mas poucos sabem ativá-lo como o Mestre Alban ensina:
- Oguè como ferramenta de Magia: Diferente de um enfeite, o Oguè é um receptáculo de Olúowó Àrú. É a magia que garante que a casa de santo — e os negócios dos seus filhos — nunca fiquem vazios.
- Caçador de Honra: O Arolé ensina o sacerdote a ser solitário na estratégia e certeiro na busca pelo crescimento da casa. É a força que “caça” a prosperidade no mundo espiritual para materializá-la no físico.
3. Ẹ̀ṣẹ̀ Òrìṣà e Òrìṣà Ifá-L’ẹkẹ́: Agregar para Evoluir
Uma das maiores polêmicas levantadas na live foi sobre a transição para o Ifá. O Mestre Marcelo Alban, autoridade em Òrìṣà Ifá-L’ẹkẹ́, explica que você não deve jogar sua história fora.
- Ẹ̀ṣẹ̀ Òrìṣà (A Caminhada): Tudo o que você fez no seu Candomblé de base (seja Kétu, Angola ou Jeje) é o seu fundamento. O Ifá não vem para substituir o seu Orixá, mas para dar o testemunho (Ẹlẹ́rìí Ìpín) e alinhar o seu destino.
- O Ofà não se joga fora: “Se você é do culto africano agora, você vai jogar o arco e a flecha fora? Claro que não! Você agrega a sabedoria do Ifá à força do caçador.”
4. Ikú, Adjoguns e o Equilíbrio da Vida
A educação espiritual passa por entender a finitude. No Raízes do Culto, desmistificamos o medo de Ikú (A Morte).
- Ikú é paciente: Ele é um Òrìṣà que espera. Quem traz a destruição precoce são os Adjoguns (Arun – a doença, Idà – a briga, Efun – a perda).
- O Ebó como Escudo: Através do fundamento de Ariaxé e do conhecimento dos Odus, o Ẹbọ atua para “enganar” os Adjoguns e permitir que você viva o seu tempo de destino com saúde e longevidade.
5. Educação Espiritual e o Legado PEDUC
Para você que busca ser um sacerdote lúcido e não apenas um “repetidor de dancinhas de internet”, o Mestre Marcelo Alban oferece a plataforma PEDUC (Educação Espiritual). Seja para consultoria em Baralho Cigano, Jogo de Búzios ou para fundamentar o seu Adékà com base na língua Yorùbá real, a assessoria do Mestre é o caminho para quem quer sair da idiotice e entrar na sabedoria.
“O sábio tenta compreender a visão. O idiota questiona e quer tirar sarro, sem perceber que o palhaço da situação é ele mesmo por não ter o fundamento.”
Leve o Axé para sua Vida e sua Casa
Não permita que sua casa de santo pare de crescer por falta de fundamento. O conhecimento do Ariaxé e do Arolé é o que diferencia um terreiro de portas abertas de um verdadeiro Templo de Orixá.
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6. A Cumeeira e o Ariaxé: O Equilíbrio entre o Orun e o Ayé
Muitas pessoas confundem ou não entendem a ligação entre o que está no alto e o que está no chão.
- A Conexão Vertical: Enquanto o Ariaxé é a raiz plantada no solo (Ayé), a Cumeeira é a antena que conecta a casa ao céu (Orun).
- O Fluxo de Axé: O Mestre Marcelo Alban ensina que uma casa só cresce quando o fluxo entre a Cumeeira e o Ariaxé está alinhado. Se a Cumeeira é de Xangô, de Oxalá ou do Orixá do sacerdote, ela deve “conversar” com o fundamento plantado no chão para que a energia circule sem interrupções.
7. Fundamentos no Comércio: Como o Axé sustenta o Sucesso Profissional
Um dos grandes diferenciais do ensinamento do Mestre é a aplicação do fundamento fora do terreiro.
- Axé para Negócios: Assim como o terreiro cresce a partir do Ariaxé, sua empresa ou comércio pode receber uma “reestruturação de vida”.
- O Poder do Olúowó Àrú: Ao aplicar a magia de Arolé e as forças de Oguè no ambiente de trabalho, o devoto cria um campo magnético que atrai clientes e afasta a inveja e a estagnação. Não é apenas “sorte”, é engenharia espiritual aplicada à sobrevivência e ao lucro.
8. O Perigo da Falta de Fundamento: Por que Casas de Santo “Quebram”?
Este é um alerta necessário para milhões de buscadores.
- Casas Sem Raiz: O Mestre Marcelo é enfático ao explicar que muitas casas fecham ou os sacerdotes adoecem porque tentam levantar um Axé sem o Ariaxé real.
- O “Axé de Prateleira”: Não adianta ter beleza estética se não houver o plantio sagrado. A falta desses fundamentos secretos faz com que a energia da casa se esvazie, gerando brigas, perdas financeiras e o afastamento dos Orixás. O crescimento exige o solo preparado.
9. Oráculo e Diagnóstico: O Búzios e o Baralho como Bússolas do Fundamento
Para quem busca Baralho Cigano ou Jogo de Búzios, o Mestre Alban traz uma visão técnica.
- Identificando a Necessidade: O oráculo não serve apenas para prever o futuro, mas para diagnosticar se o seu Ariaxé pessoal (seu equilíbrio interno) está abalado.
- A Resposta nos Odus: Através dos Odus, o Orixá aponta se a pessoa precisa de um Bori, de um Ebó ou de uma reestruturação profunda. O oráculo é o exame, o fundamento (Ariaxé/Arolé) é o remédio.
10. O Legado dos Antigos: Resgatando o Conhecimento de 35 anos de Vivência
A autoridade do Mestre Marcelo Alban não nasceu ontem. Este tópico reforça a confiança do leitor.
- A Linhagem de Neno de Inhaçã: O Mestre resgata a importância de saber com quem seu sacerdote aprendeu. Quem lavou as vistas dele? Quem montou o Exu do jogo dele?
- A Verdade Absoluta vs. A Verdade Real: No Raízes do Culto, o foco não é ser o “dono da verdade”, mas praticar uma verdade que funcione e traga resultados visíveis na vida do iniciado. É o compromisso com a ancestralidade viva, que não se apaga com o tempo.
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